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22/01/2020 15:34 por Redação

Setor privado ganhará protagonismo em infraestrutura

Somente em 2020, 44 projetos federais devem ser concedidos; planos estaduais também podem avançar

Priscila Trigo, Fabiana D’Atri*

O avanço da agenda de concessões de projetos de infraestrutura deve garantir maior destaque ao setor privado.O cronograma de concessões logística é extenso e ambicioso. Somente em 2020, 44 projetos federais devem ser concedidos, a grande maioria no segundo semestre. O cenário continua positivo nos próximos anos, com outros projetos logísticos a serem leiloados entre 2021 e 2022. Também mapeamos projetos estaduais que podem avançar. Se concretizados, serão R$ 290 bilhões de investimentos entre 2016-2022, a maioria proveniente de ativos federais.

Estimamos que cerca de R$ 1 bilhão já foi investido pelas concessionárias nesses projetos leiloados desde 2016.Parcela relevante dos investimentos ocorrerá nos primeiros 5 anos de concessão. A maioria de projetos federais – R$ 850 milhões. Parcela relevante dos investimentos ocorrerá nos primeiros 5 anos de concessão. Assim, os investimentos deverão saltar de R$ 1,75 bilhão em 2020 para mais de R$ 20 bilhões ao ano a partir de 2023, o que implica incremento de ao menos 0,3 p.p. do PIB ao ano. Em caso de atrasos no cronograma, o impacto na economia seria postergado.

O volume de investimento em infraestrutura concedido à iniciativa privada será expressivo. O elevado número de projetos a serem concedidos parece ambicioso, mas a modelagem está ajustada e a retomada da atividade doméstica em um ambiente de juros baixos deve garantir apetite dos investidores por tais projetos. Mesmo com possíveis atrasos na agenda, e consequente postergação do impacto econômico, o endereçamento das questões ligadas à infraestrutura nos parece bastante positivo.

Por fim, se por um lado, o setor privado ganha protagonismo, os investimentos públicos em infraestrutura seguirão contidos. O Estado será responsável por um menor número de ativos de infraestrutura, o que deverá contribuir para a consolidação fiscal ao longo dos próximos anos.

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* Priscila Trigo e Fabiana D’Atri são economistas do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.

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