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11/12/2019 08:43 por Advillage

Aos 16 anos, Greta Thunberg é a mais jovem "Person of the Year" da revista Time

"Mudanças significativas raramente acontecem sem a força galvanizante de pessoas influentes; a crise existencial da Terra encontrou essa força em Greta"

TIME GRETA
A adolescente sueca Greta Thunberg foi escolhida Personalidade do Ano de 2019 da revista Time. Aos 16 anos, a ativista climática é a homenageada mais jovem da tradicional edição especial da publicação norte-americana. Até aqui, o recorde pertencia ao aviador Charles Lindbergh, que foi a primeira celebridade a receber o título, em 1927, aos 25 anos.

Ao nomear Greta, a Time presta deferência aos jovens. “Os jovens nunca foram tão assertivos ou tão articulados, tão bem-educados ou tão mundanos. Previsivelmente, eles são um grupo altamente independente e - aos olhos dos adultos - sua independência os tornou altamente imprevisíveis. Esta não é apenas uma nova geração, mas um novo tipo de geração”, escreve a revista. “Sua mensagem é de nossos anciãos se esgotaram. O sistema não está funcionando. A hora de agir é agora. O mundo está mudando e os jovens são os que veem o que está acontecendo”.

O editor-chefe da Time, Edward Felsenthal, escreveu:

“Tudo começou com uma história familiar para todos os pais de todas as gerações em todos os cantos do globo: uma adolescente indignada e uma repentina explosão de rebeldia. Tornou-se seguramente uma das mais rápidas ascensões à influência global na história. Ao longo de pouco mais de um ano, uma jovem de 16 anos de Estocolmo passou de um protesto solitário nas pedras do lado de fora do Parlamento de seu país para liderar um movimento juvenil mundial; de uma aluna que conjuga verbos na aula de francês a um encontro com o secretário-geral das Nações Unidas e audiências com presidentes e o papa; de uma manifestante solo com um slogan pintado à mão (Skolstrejk för Klimatet) a inspirar milhões de pessoas em mais de 150 países a sair às ruas em nome do planeta que compartilhamos.

Mudanças significativas raramente acontecem sem a força galvanizante de indivíduos influentes e, em 2019, a crise existencial da Terra encontrou essa força em Greta Thunberg. Ao organizar protestos de “sextas-feiras para o futuro” em toda a Europa; trovejando “Como você se atreve!” aos líderes mais poderosos do mundo em seu discurso viral da ONU; liderando cerca de 7 milhões de grevistas climáticos em todo o mundo em setembro e dezenas de milhares em Madri no início de dezembro, Thunberg se tornou a maior voz do maior problema que o planeta enfrenta - e o avatar de uma mudança geracional mais ampla em nossa cultura que está em jogo em todos os lugares, desde os campi de Hong Kong até os corredores do Congresso em Washington.

Como coloca Isabella Prata, mãe de dois grevistas climáticos em São Paulo, "Greta é uma imagem de toda essa geração".

Leia o texto completo aqui (em inglês).

Pirralha do ano

Curiosamente, a edição especial da revista americana é publicada na mesma semana em que o presidente Jair Bolsonaro, em mais uma de suas incontinências verbo-cognitivas que assombram o mundo, chamou a adolescente de “pirralha”.

Questionado por jornalistas, nesta terça-feira (10), em Brasília, se estava preocupado com as mortes de dois indígenas da etnia Guajajara em um atentado ocorrido no sábado (7), no Maranhão, Bolsonaro afirmou: "A Greta já falou que os índios morreram porque estavam defendendo a Amazônia. É impressionante a imprensa dar espaço para uma pirralha dessa aí, pirralha".

Ato contínuo, a resposta veio em tom de deboche: a jovem sueca adicionou a expressão “pirralha” em sua descrição no Twitter.

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